10/13/2006

8ª parte

carimbo e tinta em mãos, feriado de dia das crianças nublado e duas horas de sono de quarta para quinta, dia de finalizar os vasos pequenos.

primeira etapa do processo foi carimbar o endereço do blog atrás de todas as pranchas de madeira, me ocupou apenas alguns minutos.


material pronto


atenção...


rá!


ok!

processo de pintura do concreto dentro dos vasos, para simular terra ao invés de permanecer aquele branco prendendo as pranchas.


tinta, pincél, um balde velho, um pedaço de madeira, papelão, uma lona gigantesca e um misturador de tintura de cabelo (?)


primeiro, misturar a tinta e deixá-la homogênea


ok


lona extendida no chão para proteger contra respingos, tinta no balde com um pouco de água e pronto para a pintura


mais uma utilidade para um medidor de sal: duas medidas cheias de tinta...


despejando no vaso... (não é fondue)


e algumas pinceladas para espalhar a tinta!


agora é secar... a tinta fresca deixava um tom avermelhado no marrom, mas após secar ela escurecia


atrás...


frente...

um detalhe que se passava meio despercebido eram os objetos colados na frente, roscas, porcas e grampos. foi aplicado um pouco de tinta por cima de cada um deles com o misturador de tintura para cabelo, deixando propositalmente escorrer um pouco da tinta e valorizar as peças coladas. também foi aplicado um pouco de tinta nos vasos, somente na frente de cada arte.


emprestado da mãe...


aplicando


e escorrendo!


cada vaso de um jeito diferente


opa! uma curiosa!


happy posando para a foto!


todos os vasos com tinta aplicada e secando


aplicação nos vasos duplos

primeiramente estranhei a aplicação da tinta, já que estava habituado com o concreto faz algum tempo, mas acredito que isto deu uma gestualidade maior aos vasos, além de valorizar as peças coladas que pouco se percebe a uma certa distância.

e me parece que os vasos ficaram mais melancólicos com a tinta escorrida, bem como o propósito do projeto em elevar um senso crítico de preservação ambiental em cada um que o vê. emo é a mãe!

agora estão todos secando, e logo mais prontos para a ação!
o projeto:

despercepções faz parte do projeto de graduação interdisciplinar do curso de design gráfico no centro universitário belas artes de são paulo. a proposta de intervenção urbana visa um diálogo entre o tema e a proposta gráfica, onde o espaço urbano é o melhor suporte para a aplicação de um projeto de street art no campo de instalações urbanas.

o nome:

o nome despercepções faz uma alusão ao fato das pessoas pouco notarem a vegetação urbana ao seu redor, onde mesmo a preocupação do governo (?) em preservar o meio ambiente não é suficiente para que o cidadão perceba a sua presença e os benefícios que pode proporcionar.

os conceitos:

efêmero, interferente, subversivo, inusitado e invasivo. conceitos ligados aos projetos da street art por natureza, buscando intervir o meio urbano através da expressão artística das ruas, havendo uma relação direta entre ambos onde a arte urbana utiliza a cidade como suporte.

o autor:

linus oura tem 21 anos e atua como designer gráfico. reside na cidade de são paulo e simpatiza com o caos do ambiente urbano que o cerca, servindo de inspiração para seus projetos e viagens.
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